Fevereiro,2013.
Olá refúgio!
Sábado,foi o dia marcado para eu e Philip irmos ao bar. À noite, decido entrar no meu Facebook para conversar com o Philip, mas antes, sem querer - ou não - clico em suas fotos e fico observando-as. Olho o quão é bonito, e sou sortuda por tê-lo como meu melhor amigo. Ele dedica o seu dia para mim, prestando atenção e ajuda quando preciso. Toda vez que o chamo, sei que ele me atenderá, nunca me ignora. Seus cabelos castanho-escuros tão lisos quanto seda, caem em seus olhos de tom castanho-claro, que mais parece caramelo. Seu corpo bronzeado na medida certa, o torna de uma aparência diferente e incomum. Tem músculos nos braços e nas pernas devido às ajudas no trabalho de Sônia Westorn, sua mãe, que antigamente trabalhava com costuras, ou decorações de roupas.
Seu pai, Carlos Westorn, é empresário há 10 anos. Foi contratado quando Philip tinha 7 anos, e permanece na mesma empresa com Phil já tendo 17. Quando conheci os Westorn , eles receberam-me com abraços calorosos e cumprimentos, e disseram que eu podia tratá-los como uma segunda família, porque a minha, está bem longe de São Paulo, morando numa cidade pequena, no litoral do estado de São Paulo.
Minha mente desperta quando Philip me chama no chat, fazendo-me fechar a aba de fotos: "Oi princesa!", falou ele chamando-me pelo apelido o qual havia criado nos primeiros dias em que nos conhecemos. Disse que tinha a ver comigo, por ser bonita - o que eu discordava . Na conversa online, ele afirmou estar me esperando, embora eu ainda estivesse de pijamas e com a cabeleira cacheada toda bagunçada.
Despeço-me e vou tomar um banho. Visto um vestido tomara-que-caia florido azul e uma gladiadora bege. Não gosto muito de chamar atenção, por isso na maioria das vezes, com exceção para as festas importantes, visto-me de forma discreta, pois roupas curtas ou qualquer tipo que faça a atenção se voltar para você, não combina com o meu estilo. Gosto de me esconder entre a multidão sem os olhares constantes daqueles a minha volta.
No caminho a pé, pego meu celular para mandar um torpedo ao Phil e avisar que já estou chegando. Distraída com as letras, tropeço num dos buracos daquela calçada mal construída, na qual eu estava andando. Pela má iluminação, devido aos poucos postes funcionando, vejo ,apertando os olhos, a sombra de alguém alto e musculoso se aproximando de mim e oferecendo gentilmente:
-Deixe que eu pego para você.
-Não, obrigada. - recusei, já percebendo que aquele alguém não era Phil, como de início pensei.
Nossas mãos se tocaram e nossos olhares cruzaram. Então, com a vista já acostumada com a escuridão, reconheço os olhos azuis e cabelos negros daquele rapaz alto e atlético: era o Eric Carter , uma antiga paixão "relâmpago" do primeiro ano do Ensino Médio .
Eric e eu, nunca fomos chegados, mas como eu era tola, apaixonei-me por ele como todas as outras garotas. Ele é popular, e considerado o melhor jogador de futebol que a escola já teve. Típico perfil de alguém que anda com amigos esnobes e da alta elite, desprezando as garotas desprovidas de beleza. E foi o que fizeram comigo quando souberam da minha paixão por Eric. Insultaram-me e afirmaram que Eric nunca se apaixonará por alguém como eu. O resultado disso foram horas e horas de choro e lamentações. Mas tudo é superado quando se tem um amigo verdadeiro por perto como o Phil.
Após minutos de silêncio encarando um ao outro, Eric sorri e se levanta, mas eu, com passos rápidos, vou embora até chegar na entrada do bar, sem olhar para trás. Quero me manter o mais longe possível de alguém que me traga lembranças ruins.
Quando entro, não avisto Philip de relance. Decido dar uma olhada em todas as mesas, entretanto nenhum dos rostos ali era o de Phil. Portanto, opto por ir para casa.
Mando mensagens e mais mensagens inutilmente para o Philip a fim de saber o que aconteceu. Não é de seu costume descumprir com seus compromissos.
Vou para cama e volto a pensar no Eric. Não o vejo desde o início do Ensino Médio. Está tão diferente, tenho a impressão de que está até mais bonito. Será que estou me apaixonando novamente por ele?É melhor ter cuidado, não posso me iludir novamente.
Boa noite,
Samanta.
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