Março,2013.
Olá refúgio!
Dias se passaram depois da minha "discussão" com o Phil.Não entendo o fato de ele ainda estar bravo comigo.Eu simplesmente não entendo.Ele continuou bravo,mesmo sem motivo,e começou a se sentar com a a tal Raquel O'Donnel,a filha única de uma das famílias mais ricas da cidade.
É só citar seu nome,que todos já afirmam que a conhecem,talvez esse seja um dos maiores motivos por ter tantos amigos populares e atrair a atenção dos meninos do colégio.Mas é claro que não é apenas isso.
Raquel é bonita com seus cabelos ruivos escorridos,olhos negros e boca rosada.O corpo todo malhado,devido aos anos de academia.Eu tenho condições de inclusive pagar uma academia,mas vaidade não combina comigo.
Na última vez em que vi Phil e Raquel no refeitório,ela ria com aquele sorriso peculiar de uma patricinha mostrando suas novas joias aos amigos ricos.As roupas extravagantes atraíam até mesmo a atenção dos mais tímidos,como eu.Contudo não era nela que eu reparava.Era no garoto ao lado sério,olhando para o hambúrguer a sua frente,mostrando desânimo,mesmo com todas aquelas risadas.Então ele vira o rosto e encontra os meus olhos.Pude perceber a mudança de sua expressão antes desanimada e agora,terna.Quase o vejo sorrir.Mas isso seria pedir demais.
Na quinta,eu estava sentada no degrau em frente à porta da minha casa,olhando para os poucos carros que passavam naquela rua mal iluminada pelos postes com luzes alaranjadas.Apoiei a o braço na minha coxa e o queixo na mão,demonstrando o quão eu estava entendiada,sem ninguém para me fazer companhia.Uma das grandes desvantagens de morar sozinha.
Agora,observando o nada,com o olhar distante ouço uma voz ao meu lado: - Ué,ainda não foi dormir?
Levanto a cabeça e vejo aquele belo garoto de olhos azuis.Eric Carton usava uma calça jeans e um blusão branco com estampas de grafismo.Usava um Nike nos pés e nestes,o skate parado e inclinados.Ele me olhava com um sorriso no rosto,o que me fazia derreter por dentro.
- Estou sem sono...aliás,por que isso lhe interessa?
Ele riu e respondeu sutilmente: - Ainda está brava comigo?Poxa,só fui pegar o celular,será se as pessoas não aceitam mais gentilezas?
- Vindas de você eu desconfio. - falei ríspida,lembrando-me de todas as vezes em que me senti humilhada por Eric.
- Olha,é certo que nunca fomos chegados,mas estudamos há um bom tempo juntos.Não precisa agir como se eu fosse um desconhecido.
Mas você para mim é um desconhecido Eric,pensei.Entretanto eu apenas engoli em seco e disse: - Bom,se quer começar uma conversa é melhor se sentar,não acha?
Eric se sentou ao meu lado na escada e começamos a conversar sobre todos os assuntos que não envolviam sentimentos ou qualquer coisa que me fizesse falar a respeito do que os amigos dele me disseram um dia.
- Como você me encontrou? - questionei,ainda não entendendo como ele havia chegado até ali.
- Eu estava andando de skate sem um destino certo,foi então que lhe vi sentada e solitária aqui.Resolvi fazer companhia.
Ele pegou em minha mão,mas eu a tirei debaixo da sua rapidamente evitando qualquer blefe para não cair em suas tentações.Pelo menos dessa vez ele não me conquistaria tão fácil.
- Você sabia que eu tinha uma paixão por você,não é? - indaguei depois de um longo silêncio.
- Achei que era um lance temporário como todas as outras vezes em que alguma garota afirmava estar apaixonada por mim. - respondeu sem me olhar diretamente,distraído enquanto despedaçava uma folha.- Mas aí você criou uma raiva sem motivo e nunca mais olhou na minha cara.
Franzi o cenho sem compreender o que ele havia acabado de dizer.Como ele não sabia?Ora,é óbvio que ele planejou aquela brincadeira de mau gosto no qual eu era empurrada como se não fosse nada - uma boneca de pano passando de mão em mão.
- Ih a otária acha que é grande coia!
- Olha a nerd feia,encalhada achando que vai ter chance com ele!Vai continuar encalhada.
Risos e mais risos o tempo todo...lágrimas escorriam pelo meu rosto.
- Vamos ver o que temos aqui....- disse um dos rapazes do time de futebol enquanto tirava minha blusa,ou melhor,rasgava.- Que peitos pequenos!
Um outro puxou minha saia e deu risada: - A bunda também não é nada demais.Se é que tem uma.
O garoto até então calado entre todos eles,disse num tom malicioso: - Por que não vemos se ela é boa de cama?
Eu me sentia um lixo,uma vagabunda e ao ouvir aquela sugestão,eu decidi falar algo finalmente,desesperada e temendo o que viesse acontecer: - Não!Por favor,isso não!
- Ah,devia nos agradecer por fazer um favor, porque ninguém terá vontade de tirar sua virgindade.
Eu chorava como nunca havia feito antes.Sentia vergonha e tentava esconder inutilmente meu corpo nu em meio a tantos olhares maldosos a minha volta.Então,ao longe uma luz aparece naquele local abandonado perto do colégio.Era uma viatura para minha sorte.
- Vamos dar o fora daqui antes que nos peguem com essa idiota! - pediu baixo o garoto malicioso,mas,antes de todos saírem,disse uma única frase: - Fique longe do Eric.
E eu obedeceria àquilo.Tudo para não passar por isso outra vez.
-Seus amigos Eric...Me humilharam. - murmurei finalmente,contendo as lágrimas que insistiam em cair.
- Como? - indagou,surpreso.
- Não importa como.Me humilharam,como jamais fui.
- Eles não eram meus amigos Sam,são uns filhos da puta isso sim!Eu juro que não fiquei sabendo de nada,mesmo assim,peço desculpas.
Eric olhou-me como um cão pedindo por comida ao dono.Se eu fosse a velha Samanta,quem se apaixonou por Eric Carton,simplesmente o beijaria ali,não se importando com nada.Mas eu me tornei forte depois daquela humilhação.Tornei-me forte e nenhum rapaz seria capaz de me ter tão facilmente.
- Tudo bem.- falei sem emoção.Não tenho mais sentimentos por Eric.
- Aliás...- começou a dizer,entretanto não terminou a frase.Apenas aproximou-se tanto de mim que pude sentir sua respiração quente.Ele analisava cada detalhe do meu rosto como se quisesse gravá-lo para sempre.E eu não o impedi de fazer isso.
Eric começou a fitar minha boca com se a desejasse.Eu continuava paralisada.Fechava os olhos e tentava me afastar de Eric,mas não tanto,para não mostrá-lo o medo que sentia.
De repente ele passou suas mãos por minhas costas e me virou, aproximando-me do seu corpo.Olhei-o nos olhos e mentalmente me perguntava o que ele estava fazendo - como se eu já não suspeitasse.Dentre todos aqueles minutos seguidos sem nenhuma palavra de ambos,Eric por fim, completou sua frase: - Você é a única garota por quem eu posso me apaixonar.
Sua fala soou como um sussurro em meu ouvido.O ar quente fez-me aquecer por dentro,e as suas mão fortes e grandes apertaram minha cintura.Pude perceber seu rosto chegando mais perto do meu e eu,de alguma forma,não consegui me mover.
Logo vejo um clarão anular minha visão,fazendo-me proteger os olhos com a mão,afastando o rosto de Eric do meu.Ele se vira novamente e esconde a cabeça entre as pernas com toda aquela luz.Quando me dou conta do que se tratava aquela luz,sorrio agradecendo por ter aparecido no momento certo: Philip chegava com sua família de um jantar em um restaurante.Não sabia bem o motivo,mas não importava.
Vi Phil sair do carro do lado contrário ao nosso e entrar rapidamente em casa,sem olhar para trás.Concluí que ele não nos viu,mas seus pais sim.Sônia me olhou e deu um sorriso amarelo expressando a decepção ao me ver com um garoto esnobe em um momento íntimo.Infelizmente,eu concordava com ela.Não devia estar ali.Devia ter dado o fora desde o momento em que Eric se sentou para conversar.Senti culpa por outra burrada feita.
Carlos analisou Eric dos pés a cabeça e semicerrou os olhos ao me olhar,como se perguntasse o motivo de estarmos juntos ali.A vergonha que eu sentia aumentou e,antes que Eric pudesse protestar ou tentar algo mais,levantei-me e entrei em casa,e a última cena que vi foi Eric a minha frente preparando-se para entrar junto,abrindo a boca para falar algo.Mas,eu fechei a porta em sua cara,não dando tempo nem mesmo para ouvir mais uma palavra de Eric.Afinal,eu não devia ter ouvido sequer uma palavra dele desde o início.
Eric começou a fitar minha boca com se a desejasse.Eu continuava paralisada.Fechava os olhos e tentava me afastar de Eric,mas não tanto,para não mostrá-lo o medo que sentia.
De repente ele passou suas mãos por minhas costas e me virou, aproximando-me do seu corpo.Olhei-o nos olhos e mentalmente me perguntava o que ele estava fazendo - como se eu já não suspeitasse.Dentre todos aqueles minutos seguidos sem nenhuma palavra de ambos,Eric por fim, completou sua frase: - Você é a única garota por quem eu posso me apaixonar.
Sua fala soou como um sussurro em meu ouvido.O ar quente fez-me aquecer por dentro,e as suas mão fortes e grandes apertaram minha cintura.Pude perceber seu rosto chegando mais perto do meu e eu,de alguma forma,não consegui me mover.
Logo vejo um clarão anular minha visão,fazendo-me proteger os olhos com a mão,afastando o rosto de Eric do meu.Ele se vira novamente e esconde a cabeça entre as pernas com toda aquela luz.Quando me dou conta do que se tratava aquela luz,sorrio agradecendo por ter aparecido no momento certo: Philip chegava com sua família de um jantar em um restaurante.Não sabia bem o motivo,mas não importava.
Vi Phil sair do carro do lado contrário ao nosso e entrar rapidamente em casa,sem olhar para trás.Concluí que ele não nos viu,mas seus pais sim.Sônia me olhou e deu um sorriso amarelo expressando a decepção ao me ver com um garoto esnobe em um momento íntimo.Infelizmente,eu concordava com ela.Não devia estar ali.Devia ter dado o fora desde o momento em que Eric se sentou para conversar.Senti culpa por outra burrada feita.
Carlos analisou Eric dos pés a cabeça e semicerrou os olhos ao me olhar,como se perguntasse o motivo de estarmos juntos ali.A vergonha que eu sentia aumentou e,antes que Eric pudesse protestar ou tentar algo mais,levantei-me e entrei em casa,e a última cena que vi foi Eric a minha frente preparando-se para entrar junto,abrindo a boca para falar algo.Mas,eu fechei a porta em sua cara,não dando tempo nem mesmo para ouvir mais uma palavra de Eric.Afinal,eu não devia ter ouvido sequer uma palavra dele desde o início.
Boa noite,
Samanta.
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